quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Pesos inúteis

    Quanto mais a ciência biológica estuda as estruturas íntimas dos seres vivos, mais claramente constata que os fenômenos nascimento e morte são etapas de um processo natural da vida. Mesmo assim, nos agarramos
à idéia de que somos separados da Natureza e encaramos a morte como o fim de tudo, numa visão isolada, desumana e insuportável de conceber.
    Não nos auxilia em nada considerar a morte um adversário; porque mesmo assim, ela continuará fazendo parte de nossa existência. E ao tentar negá-la, estaremos nos distanciando ainda mais da realidade integral.
   Todavia, ao provar o sentimento de perda, passamos por uma das maiores experiências como seres humanos: somos impulsionados a uma intensa reflexão, conseguindo, a partir daí, observar melhor as verdades transcedentais da Vida.
     Nada se perde no Universo do "Todo-Poderoso", tudo se transforma de modo maravilhoso, e com o passar do tempo aprendemos a entender e a aceitar a morte, numa visão harmônica e translúcida.
      É verdade, a morte física não nos tira a vida, mas simplesmente faz com que passemos a transitar por novos caminhos. E como não temos a posse sobre  os outros, ou melhor, as pessoas não nos pertencem, a Vida Maior constantemente nos coloca à disposição situações e lugares novos, nos masi diversos planos existenciais, para que possamos nos enriquecer com a s múltiplas experiências.
       Somos nômades do Universo, viajantes das vidas sucessivas, na busca do aperfeiçoamento.
       Há inconformados que sofrem por longo tempo de perda de pessoas amadas que passaram

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Que nome dar para uma situação nova...

Depois de tanto tempo consigo acessar o Blog. Depois de tanto tempo, muitas coisas aconteceram, muitas coisas passaram pela minha mente que até gostaria de escrever, mas nos momentos em que me encontrava, não tinha condições para nada.
Se escrevesse seria um desastre, rs.
Mas encontrei um rascunho de 2014, que define muito pouco do que estava para acontecer.
Não sabia ao certo, mas preferi a verdade, e com a verdade permaneço até o momento, mesmo tendo que recomeçar dos recomeços.
E descobri que depois dessa experiência estou ciente que andei sozinha até aqui. Portanto, sinto-me capaz de sobreviver às essas situações difíceis que me visitaram.
Gosto de estar só, gosto de minha companhia, justamente por não ter tido uma.
Abaixo o rascunho:

"A justiça dos homens sobre aqueles que tem mente insana e que se acham acima do bem e do mal...
Ter Deus no coração, procurar ter boas atitudes não quer dizer que temos que ser idiotas e marionetes nas mãos dos outros.
Perdi um filho, não perdi a vida. Dia após dia tenho que ter fôlego pra sobreviver a isso, que se eu deixar, me mata lentamente.
Pior é deixar as pessoas pensarem que nos tornamos idiotas por causa disso. Ao contrário, acordei pra vida e deixei de ser idiota e me libertei. Me libertei das opiniões, do que querem que eu seja e faça.
Devem estar achando que estou revoltada, pois posso dizer que não. Estou reagindo para a vida que tenho, e nunca tive coragem de ser quem eu sou, dizendo amém para tudo e para todos com medo da rejeição.
Pois bem, estou pronta para o que der e vier. Depois da perda do meu menino, o que pode de pior me acontecer? Ficar sem pessoas ao meu redor porque não atendo às expectativas delas? Porque não estou fazendo o que querem?"

E por isso, por ter "aberto" os olhos, me deparei com uma situação que a vida inteira me neguei a ver.
E hoje tenho certeza que insisti muito por longos anos, acreditando que tudo muda pra melhor.
Realmente muda. Mudanças dói. Pessoas são imprevisíveis. Somos uma caixinha de surpresas.
Pensamentos que vem e que vão. Decisões hora tomadas, hora descartadas. Pior, a maioria das vezes, ou até mesmo todas as vezes, não pensamos em nenhum tipo de consequência.
Hoje, consigo pensar um pouco mais. Mas a sinceridade persiste.
Bom, é bem complexo um assunto que não é exposto integralmente. rs
Mas, quem se expõem na sua totalidade para a vida?


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

ORSON PETER CARRARA: Por que sou tão infeliz?

ORSON PETER CARRARA: Por que sou tão infeliz?: por Orson Peter Carrara                  O fim de ano acentua a tristeza e a melancolia em muitas pessoas, nas recordações de perdas vari...

Retornando com alegria

Depois de um ano passado estou de volta. Muita coisa aconteceu, muitos pensamentos, muitas dores, muita superação.
Confesso que até queria estar aqui compartilhando com vocês as superações porque as dores sempre existirão. Mas não conseguia acessar o meu blog, rs. A cabeça estava a mil que nem conseguia pensar.
Mas tudo passou, e o que tiro de tudo, e de todos os pensamentos que passaram pela cabeça foi que sem ação nada muda.
E aos poucos fui me reerguendo novamente. Nesse período cometi alguns erros sem acertos, mas quem sabe um dia tudo se acerta.
Apesar das dores sofridas, não me fazem uma pessoa perfeita. rsrsrs
Vou tentar relatar os momentos que tive como presente a presença do Matheus no ano que passou.
Como escrevi na última postagem, a minha concunhada faleceu. Foi tudo muito sofrido e desesperador para minha sogra e seu filho.
Por alguns meses tudo ficou enrolado, amortecido, dolorido e para voltar ao meu normal foi complicadíssimo. A pessoa que ainda sofre muito, a minha sogra, precisou de ouvidos, ombros e muito apoio de presença. Abdiquei de tudo por um período, valeu a pena. Depois de muito esforço e trabalho voltei para as minhas atividades.
Nesse período tive a felicidade de receber uma rosa e uma pequena mensagem de meu filho no dia das Mães. Que ele estava bem e que estava me dando um abraço. Eu o senti como no meu colo. Momento único. Sem igual. Eu senti, como sempre sentia a sua presença em casa. Engraçado, naquela semana eu estava carente de abraço. Abraço espontâneo, abraço de filho. Matheus dava abraço gratuito, sorriso e falava muito. Mas naquele tempo eu e o Diogo estávamos estremecidos, e daí não tinha ninguém pra esse abraço...
Foi então que meu menino veio sem pedir, sem pensar que isso seria possível. Eu estava triste, desabafando mentalmente e foi aí que tudo aconteceu com a Lúcia, minha amiga que senta ao meu lado descreveu tudo e os sentidos ficou por minha conta.
Deus é tão bom e misericordioso que não precisa pedir. Ele dá o necessário. E o meu necessário foi dado o suficiente para me levantar de novo, outra vez.
Sabe, depois disso não me recordo de mais nada até o momento. Só sei que o Matheus não frequenta a nossa casa como antes. Raramente, os nossos pensamentos de saudades se cruzam. O segredo de não sofrer intensamente é de não ficar pensando na ausência e se lamentar.
Sei que cada um reage de maneiras diferentes, porém, estamos aqui para aprendermos. Reagir é um aprendizado difícil mas que se faz necessário para vivermos o melhor possível e não arrastarmos correntes para o resto da vida.
Eu não quero arrastar correntes para o resto da vida, quero sim ter lembranças saudáveis.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Despedida de mais um ente querido, Tais

Hoje estou melhor. Depois de mais uma pessoa querida partindo, hoje estou melhor.
Minha concunhada partiu a pouco tempo vítima de uma trombose encefálica.
Mentira não to melhor não. To triste! Parece que a ficha ta caindo, depois parece um sonho.
Sentimentos que não tem como não sentir.
Tais foi uma pessoa com qualidades e defeitos como todos nós. Mas as qualidades foram maiores.
As pessoas costumam colocar os defeitos em evidência ou santificar quando alguém parte.
A Tais foi na medida dentro de suas necessidades, nos momentos que precisavam dela estava sempre junto colaborando da forma que pudia. Se todos pudesse fazer algo dentro de suas possibilidades tudo seria melhor do que dizer sempre "eu não posso".
Tivemos boa convivência, dividimos tarefas... Fomos sinceras e honestas uma com a outra.
Isso pra mim já valeu muito, mas a ausência dela nesse momento está doloroso. A minha sogra sofre muito por tudo o que a Tais representa na vida dela, mas está sendo forte, entendendo e compreendendo que não podemos fraquejar em um momento como esse. É a terceira pessoa mais querida na família que se vai.
E assim caminhamos lado a lado com a dor da partida de entes queridos.
Eu sei que tudo passa, mas também sei que eles não estarão mais aqui pertinho de nós. Então ficam as melhores lembranças, por que as piores eu costumo descartar. É assim que tem que ser e é assim que será sempre.
O melhor da Tais sempre foi de não se meter em discussões e brigas com ninguém. Essa parte ficou sempre pra mim. rsrsrsrsrs Agora, graças à Deus to fora disso tudo. rs
Altair, chamada carinhosamente por todos por Tais, esse mundo já te pertenceu, agora está de volta para a sua verdadeira morada.
Peço sempre por você, em Aparecida do Norte fui por você!
Não sei ao certo o que queria fazer, mas fiz o que o coração pediu. Pedi primeiro por você.
Fique em paz, a Eta vai ficar bem. Nada farei que não seja o melhor por ela, confie!
Não se prenda a esse mundo. As pessoas quem amou ficarão bem por você.
E essa dor será revertida e somada com o amor que temos por você.
Fique em paz!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Sentimos tanto...

O tempo passa!
Muitos pensamentos, idéias, acontecimentos que não pude compartilhar.
São momentos difíceis que não queria que vissem ou soubessem porque sempre acreditei no "vai passar".
E passa! Quando alguém se vai, quando acontece algo com você, seja o tamanho que for do problema, temos que deixar passar. Isso não quer dizer que vamos deixar de sentir.
Deixar para trás para não somar com dores que podemos sentir futuramente. Temos o dever para conosco de amenizar os sofrimentos da vida. Não é necessário que seja a ferro e fogo!
Amor não é uma palavra só para ser dita, é para ser mais sentida.
Quem ama realmente age, demonstra. Quem ama tem atitudes.
Pena que muitas pessoas que nos rodeiam, não nos conhecendo ou melhor, não respeitando, não entendam ainda que sentimentos e pesares que sentimos dia a dia não se faz necessário demonstrar.
Se quando deixamos um "grande amor" partir, temos que fazer escândalo, ficar acamada, deixar de trabalhar para demonstrar tamanha dor, então amamos menos?
Dores pode ser compartilhada, mas não exigida que os que te rodeiam tenham que sentir e vivenciar o que você sente todos os dias.
Como minha amiga Cristina Cavalcante disse, que aprendemos a conviver com essa dor e com a saudade e que elas não passam nunca. E não passam, elas se instalam na sua vida sem reservas...