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domingo, 2 de junho de 2019

VAI PASSAR, MAIS UMA VEZ VAI PASSAR

E de repente paro de escrever sobre as minhas dores e pesares dos dias.
De repente não consigo nem escrever ou falar sobre algumas alegrias.
De contar que recebi os presentes mais Divino em que sonhei a vida toda, de ser avó.
Avó de gêmeos. De dois meninos lindos.
Tudo foi tão marcante desde o dia em que recebi a notícia de ser avó; de logo mais saber que seriam gêmeos; de saber que mesmo com toda a alegria do mundo não seriam nada fácil os meus dias.
Realmente não foram fáceis. Mas o esforço de me mover em direção do que mais puro me foi oferecido, esses dias passaram.
Meus netinhos, o respeito de meu filho e de minha nora nesses dias foram importantes pra mim e pra minha mãe, a bisa.
Passaram quatro anos e muitas coisas aconteceram. Separação, nascimento, solidão, recomeço.
Altos e baixos, sobe e desce de emoções, pior que uma montanha russa, gira gira...
Enfim, mais uma vez sobrevivi, mais uma vez estou recomeçando.
Hoje percebo que, permiti que muitas pessoas se afastassem de mim achando que uma só supria as minhas necessidades de presenças e amizades.
SÓ QUE NÃO. ABSOLUTAMENTE NÃO.
Não podemos priorizar. Temos que abrir o coração de modo que muitos se acomodem e não deixar que uma única pessoa te "aprisione".
Amar é deixar a pessoa amar, socializar, ter amizades.
Amar é querer que o outro seja feliz...
Mas valeu a pena tudo. Confesso que passaria por tudo novamente com um alguns ajustes em mim mesma.
Não permitiria que passassem por cima de sonhos e trabalhos que realizei e por fim acabaram por depositar mais confiança no outro do que em mesma.
Fui tola, me tornei uma pessoa apática, não sorria mais, não conseguia dormir uma noite inteira, vivia a vida dos outros, enquanto a minha estava sendo destruída.
Quando vi, estava na sarjeta. Sim, na sarjeta. Não tem nada de literal de estar na sarjeta.
Então, um anjo chamado MÃE, me socorreu. Aturou longos anos, até eu chegar aqui nesse momento.
Voltei com o meu primeiro projeto de vida que é a costura. Cá estou novamente costurando para a minha sobrevivência. Graças à Deus e à minha mãe, estou aqui com muita coragem de contar o porque de tanta ausência.
Esse Blog é sobre o sentimento da partida para a pátria espiritual do MATHEUS. Talvez seja por isso que não tenha tido "inspiração" ou preparada para escrever sobre outras dores porque o meu filho foi motivo de amor e alegria intima.
Então, tudo o que passei não tinha nada a ver com o meu menino. Tudo o que aconteceu foi 50% por 50%.
Culpados? Não. Falhas? Sim. Devemos ter cuidados em confiar por completo nas pessoas. Devemos ser amigos e fazer a nossa parte e saber respeitar essa amizade em todos os níveis e sentidos, mas não devemos e podemos confiar 100% nas pessoas, mesmo porque nós mesmos estamos em constante mudanças.
 Mas como sabermos sobre a outra parte? NÃO SABEMOS NUNCA. Cada um pensa de um jeito e cada um tem um caráter até que descoberto por algum motivo e em algum momento.
Afinal somos passíveis de erros e acertos, mas o caráter deformado, só saberemos a existência dele, quando dermos à ele a oportunidade para aparecer. E eu dei essa oportunidade não me protegendo e não ouvindo a minha intuição.
Como estou agora? Melhor, não totalmente curada da dor. Mas muito melhor, sabendo lidar com situações, sentimentos e emoções. Mais experiente, rsrsrs
Não dá pra apagar tudo, mas dá pra dar um passo de cada vez descartando o que é ruim e ficando com as boas lembranças. Tive algumas, o resto foi aprendizado. Porque infelizmente a dor marca mais.
Matheus se foi. Diogo continua aqui, mais do que nunca, o melhor filho que desejei. Ele é a resposta das contradições que tive que enfrentar para educá-lo e moldar o seu caráter.
Tentaram, mas não conseguiram afastá-lo de mim. Por isso digo que venci depois de tanta dor.
Um bom filho, dois netos, a generosidade de minha mãe, o amor eterno de Matheus, amigos de longa data que hoje retornam trazendo serviços pra mim.
Ah, preciso dizer que Deus coloca anjos para cada situação na vida da gente. E dois anos antes de tudo acontecer, ele colocou a Ivânia na minha vida. Sou grata eternamente por ela estar ao meu lado nos piores momentos.
E mais pessoas muito importantes que hoje me faz acreditar que o Universo, Deus, devolve o que desejamos e pensamos.
Eu eu só pedi gente do bem. Oportunidades para trabalhar no auge dos meus 54 anos.
Abra o coração e deixe Deus agir. Acredite e confie. Só ter FÉ não basta. Quando chegar a oportunidade de testar a sua FÉ, ACREDITE E CONFIE. Deus não nos desampara. NUNCA.
Que a PAZ E LUZ esteja presente nos dias de todos.
Nada é fácil, mas nada é impossível quando temos a coragem de encarar a nós mesmos e as situações difíceis na vida.
Uma boa vida.

Rosana Bertola



segunda-feira, 25 de abril de 2016

Que nome dar para uma situação nova...

Depois de tanto tempo consigo acessar o Blog. Depois de tanto tempo, muitas coisas aconteceram, muitas coisas passaram pela minha mente que até gostaria de escrever, mas nos momentos em que me encontrava, não tinha condições para nada.
Se escrevesse seria um desastre, rs.
Mas encontrei um rascunho de 2014, que define muito pouco do que estava para acontecer.
Não sabia ao certo, mas preferi a verdade, e com a verdade permaneço até o momento, mesmo tendo que recomeçar dos recomeços.
E descobri que depois dessa experiência estou ciente que andei sozinha até aqui. Portanto, sinto-me capaz de sobreviver às essas situações difíceis que me visitaram.
Gosto de estar só, gosto de minha companhia, justamente por não ter tido uma.
Abaixo o rascunho:

"A justiça dos homens sobre aqueles que tem mente insana e que se acham acima do bem e do mal...
Ter Deus no coração, procurar ter boas atitudes não quer dizer que temos que ser idiotas e marionetes nas mãos dos outros.
Perdi um filho, não perdi a vida. Dia após dia tenho que ter fôlego pra sobreviver a isso, que se eu deixar, me mata lentamente.
Pior é deixar as pessoas pensarem que nos tornamos idiotas por causa disso. Ao contrário, acordei pra vida e deixei de ser idiota e me libertei. Me libertei das opiniões, do que querem que eu seja e faça.
Devem estar achando que estou revoltada, pois posso dizer que não. Estou reagindo para a vida que tenho, e nunca tive coragem de ser quem eu sou, dizendo amém para tudo e para todos com medo da rejeição.
Pois bem, estou pronta para o que der e vier. Depois da perda do meu menino, o que pode de pior me acontecer? Ficar sem pessoas ao meu redor porque não atendo às expectativas delas? Porque não estou fazendo o que querem?"

E por isso, por ter "aberto" os olhos, me deparei com uma situação que a vida inteira me neguei a ver.
E hoje tenho certeza que insisti muito por longos anos, acreditando que tudo muda pra melhor.
Realmente muda. Mudanças dói. Pessoas são imprevisíveis. Somos uma caixinha de surpresas.
Pensamentos que vem e que vão. Decisões hora tomadas, hora descartadas. Pior, a maioria das vezes, ou até mesmo todas as vezes, não pensamos em nenhum tipo de consequência.
Hoje, consigo pensar um pouco mais. Mas a sinceridade persiste.
Bom, é bem complexo um assunto que não é exposto integralmente. rs
Mas, quem se expõem na sua totalidade para a vida?


sábado, 28 de julho de 2012

Só morre lentamente quem quer...

by Fernanda Verzenhassi

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um feito muito maior que o simples fato de respirar. Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade.