sábado, 3 de novembro de 2012

Dor calada...

Sinto uma dor eterna. Uma dor calada, que as vezes fica desorientada dentro de mim. Entendo tantas coisas, tantas pessoas, tantos sofrimentos...
Sinto pelos que estão passando por situações difíceis, por dores maiores... O pior que sei que eles vão passar, vão sentir tantas coisas. Só não sei se vão aceitar, se vão resistir e se vão acreditar que o tempo passa e podemos prosseguir mesmo com tamanha dor.
Depois de longos três anos, hoje posso dizer com segurança que o primeiro ano é horrível, doloroso e que é impossível não chorar e que até mesmo nem lamentar. Não lamentei. Chorei!
O segundo ano é a confirmação de que não os teremos mais aqui.
O terceiro ano já fica um pouco melhor, você consegue viver mais a rotina, mas a dor continua latejando.
A única coisa que não passa, é a saudade intensa e diária e a dor, muita dor. Chega a calejar o coração de tanta dor.
Tive ajuda do "Alto", tive ajuda dele, do meu menino. Sim, ele me ajudou embora seja pouco tempo, ele me ajudou. Retibui com forças, com fé, confiança dobrada e um amor imenso que sinto por eles, meus filhos.
Hoje, nesse momento, consigo passar por cima de algumas situações sem me desequilibrar, sem esmorecer, sem desistir. Por ele!
Hoje consigo separar uma porção de coisas. Não deixo mais a emoção invadir a minha vida profissional.
Hoje, não fico mais com raiva, ódio e procuro curar a mágoa que insiste em se instalar no meu peito.
Vou seguindo. Daí penso nos amigos que sofreram e ainda sofrem com a partida de seus meninos, da dor que se instalou na vida deles, a minha dor fica mais intensa porque não posso fazer muita coisa por eles.
Nesses últimos anos, vesti uma roupa de couro interna, engolindo a seco cada uma dessas partidas.
Pareço as vezes um robô. Pareço até que não sinto nada. Se soubessem...
Brinco, rio, meu coração sangra...